João Guimarães Rosa: O Mágico do reino das palavras

Ele nasceu em Cordisburgo, Minas Gerais, no ano 1908, foi o primeiro de cinco irmãos, seu apelido de menino foi “Joãozito”.

Seu pai se chamava Flourduardo Pinto Rosa, era comerciante e tinha uma vendinha ao lado da casa dele. Sua mãe se chamava Francisca Guimarães Rosa e seu apelido foi “Chiquitinha”.

Quando ele tinha seis anos, já lia em francês y depois aprendeu holandês. Em 1918 seu avô e padrinho Luis, Guimarães o levou para Belho Horizonte para continuar seus estúdios.
Guimarães estudo no Colégio Arnaldo, que tinha uma origem alemã, ele estudo ginástica e também aprendeu o idioma alemão. Neste tempo ele freqüentava muitas bibliotecas e continuo com seu habito pela leitura e pelas línguas.

Quando estudo medicina, seus colegas que podiam importar livros de outras partes do mundo, convidava-lhe para estudar, por que podia ler para eles y traduzir também.

Em 1930 forma-se e casa com Lígia Cabral Pena, que tinha 16 anos. Ele resolve exercer medicina sem concorrência e por isso muda para Itaguara, no interior de Minas Gerais, ele escolheu o lugar por não tinha médicos e foi pioneiro e foi conhecido como “o famoso doutor Rosa”. Neste tempo nascem suas filhas Vilma e Agnes Rosa.

Após de um tempo, e sentir muita angustia por que não pode com os sofrimentos y males humanos abandona a medicina e iniciou a carreira de diplomacia que o proporciono muitos viagem ao exterior. Em 1938 foi nomeado cônsul em Hamburgo, ali conhece sua segunda esposa, Araci de Carvalho, e com ela, ajuda muitos judeus a saírem da Alemanha .

Sagarana vai ser o primeiro livro de Guimarães Rosa, que tem grandes contos e muitas historiam interessantes, em Sagarana incorpora a linguagem culta e linguagem popular.

De 1948 a 1950 ele fico em Paris como secretario e depois como conselheiro da embaixada, depois de isso ele não quis sair mais como diplomata.
Guimarães começa a viajar e fez anotações de coisas como a flora, fauna, costumes, etc. que são dos lugares que visita. Esta informação e uma ferramenta só para o processo de criação por que ele diz que a inspiração e como se estivera em estado de transe.

A segunda obra que ele escreve foi em 1956 e se chama “Corpo de Baile” e foi desmembrada em três partes Miguelim e Manuelzão, no Urubuquaquá no Pinhein e Morte do Sertão.
Corpo de Baile e Grande Sertão se publicam em 56. E se a gente for quantificar o número de páginas, a gente vai ver que são 1.200 páginas publicadas neste ano, depois de dez anos em que parece que essa literatura fica na incubadora de gestando até que saia de maneira exuberante. Para o Grande Sertão existem dois tipos de leitor: quem nunca o leu e quem não conseguiram ler só uma vez.


Sé diz que Grande Sertão tem muitos ritmos, que quando você lei em voz alta há momentos em que o ritmo é muito acelerado, e há momentos em que o ritmo e demasiado lento. Tom Jobim diz que se você lei em voz alta o livro, se pode perceber os sons dele.


O nome do livro foi muito criticado, mas Guimarães pôr um código lingüístico, ele se refere a dois universos de linguagem, dois formas de fala, que são por um lado a linguagem culta, elegante y por outro lado fica a linguagem humilde.

O titulo vai dizer: em termos geográficos de um grande sertão que é percorrido desde o sul da Bahia, atravessando as Minas Gerais até Goiás, como vai dizer também de um sertão interior, talvez, aquilo que está no nosso interior e que precisa e deve ser perscrutado para a gente buscar-se a si mesmo e buscar o conhecimento.

Sé diz que a Grande Sertão pode fazer múltiplas leituras, e que também e qualquer pessoa pode encontrar muitas coisas se você soube ler... Este livro é difícil de resumir, tem muitas historias, e a historia de Riobaldo buscando dar sentido a sua vida, em ela há muitas historias de amor e também há muitos problemas e enredos. Nesse enredo,tem muitos problemas, porque o narrador ele reflete com seu interlocutor sobre as questões da existência, sobre questões da vida, da origem, do mistério, do mundo, do bem e do mal. E fala ainda do problema do pacto demoníaco: o herói narrador Riobaldo teria feito um pacto para ombrear com o inimigo e conseguir vencer.

Os temas principais são: o próprio sertão, o pacto com o diabo, a jagunçagem, Diadorim, o amor de Riobaldo por Diadorim e o povo.
Guimarães dizia que não era um revolucionário da palavra, que era um reacionário da palavra, por que ele buscava na palavra o momento inicial onde a linguagem mal se descolou da coisa e ainda guarda com a coisa uma relação mais próxima.

Depois de Corpo de Baile e Grande Sertão Veredas, Guimarães Rosa publica em 1962, Primeiras Estórias.

Em maio de 1963, João Guimarães Rosa candidata-se por segunda vez para a Academia Brasileira de Letras. Desta vez ele foi eleito pôr unanimidade, mas não foi marcada a data da posse. É que o escritor tinha uma estranha superstição: ele achava que morreria neste dia.
Em 1967, Guimarães Rosa publica Tutaméia sob o título Terceiras Histórias.
Tutaméia é uma revisão da obra dele, com 40 pequenos contos, Tutaméia ficou quase como um testamento por ter sido a última obra dele, um testamento literário do Guimarães Rosa.

No dia 16 de novembro de 1967, João Guimarães Rosa tornou-se membro da Academia Brasileira de Letras e no seu discurso de posse ele proferiu a tão famosa frase: “As pessoas não morrem, elas ficam encantadas”. Três dias depois de sua posse, na noite de 19 de novembro de 1967, João Guimarães Rosa morria em sua residência em Copacabana. Ele tinha 59 anos e 20 de literatura.

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